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A oscilometria de impulso (IOS) é um método não invasivo de avaliação da mecânica ventilatória iniciado por Dubois e tal. Em 1956. A IOS difere dos métodos convencionais de estudo da função respiratória pelo facto de usar um gerador externo de impulsos (altifalante) como fonte de força ao contrário das outras técnicas que usam os músculos respiratórios.
Os impulsos geram oscilações de fluxo que se sobrepõem à ventilação espontânea permitindo analisar as respectivas respostas de variação de pressão e débito a estes impulsos.
A execução técnica é simples uma vez que não é necessária a realização de uma manobra específica pelo doente, permitindo ser realizada em crianças (> 2 anos), idosos e acamados. O traçado oscilométrico consegue-se com colaboração mínima do doente que se traduz numa respiração espontânea calma e estável. O registo inicia-se quando o volume corrente está estabilizado e termina, em regra, após 30 segundos de bom traçado. A zona de bom traçado pode ser identificada e depois seleccionada, sendo os valores dos parâmetros automaticamente calculados.
O doente deve estar sentado, conectado a um bocal próprio sem interposição da língua, com pinça nasal, a cabeça em posição neutra ou em ligeira extensão e mãos nas bochechas para evitar a sua distensão exagerada. Termina-se o exame com o doente a respirar no bocal.
A partir da IOS obtém-se uma resistência respiratória complexa em função das várias frequências que se denomina Impedância Respiratória (Z) e tem duas constituintes, a Resistência (R) e a Reactância (X). A Resistência à frequência de 5 Hertz (R5) corresponde à resistência total das vias aéreas e a Reactância à mesma frequência de som à Capacitância periférica (X5). Esta é representativa da resistência das vias aéreas mais periféricas (<2 mm), que não podem ser avaliadas por métodos convencionais visto que, não existindo praticamente débito aéreo nesta zona, também não são mensuráveis resistências. Com significado clínico tem-se ainda a Resistência à frequência de 20 Hertz (R20) que corresponde à resistência central das vias aéreas.
Para se ter um exame válido tem de existir regularidade do registo do volume em função do tempo; o gráfico impedância/volume sem artefactos; a coerência (Co) a 5 Hertz acima de 0,7 e a 20 Hertz acima de 0,9.
A IOS é uma técnica complementar do Estudo Funcional Ventilatório para a qual se prevê novas aplicações (como por exemplo, ventilação não invasiva e sono). Actualmente, é um método sensível para determinação de patologia obstrutiva que permite detectar precocemente alterações funcionais e diferenciar a que nível é a obstrução (proximal ou distal). Possibilita ainda a avaliação de air trapping e a caracterização de estenoses extratorácicas.
Nas doenças restritivas esta técnica apresenta alguma limitação uma vez que só é possível a sua detecção e diferenciação em fase avançada da doença ou com manobra da capacidade vital.
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